Com o avanço das relações negociais, o dinamismo das práticas empresariais e as novas propostas de gestão e governança sustentável, o ambiente corporativo passou a visualizar novos cenários para aprofundamento da integridade corporativa, cultura organizacional e práticas de conformidade.
Embora frequentemente tratados como sinônimos, a integridade corporativa e o compliance não se confundem, apesar de estarem unidos por objetivos comuns.
A integridade corporativa pode ser compreendida como a incorporação de valores éticos à identidade da empresa, a qual manifesta seu interesse e compromisso no cumprimento formal de regras, na medida em que proporciona uma cultura organizacional sustentável, orientando comportamentos e instituindo valores capazes de conduzir decisões e estratégias empresariais e negociais.
Por sua vez, o compliance pode ser compreendido como uma ferramenta para exercício da integridade corporativa, vez que as medidas contidas em tais programas devem preocupar-se com a conformidade de normas, leis, regulamentos, políticas internas e padrões éticos. Tratando-se, portanto, de um mecanismo de controle.
Em linhas gerais, o compliance pode ser entendido a partir da ideia de “o que deve ser feito”, enquanto a integridade corporativa se preocupa com o “como e por que fazer”.
A integridade corporativa deve ser o DNA da empresa, uma vez que assumindo o compromisso de integridade, as sociedades conseguem reduzir significativamente passivos jurídicos, aumentar previsibilidade nas decisões, fortalecer reputação no mercado, criar ambientes organizacionais mais seguros e ampliar seus negócios.
Nesse sentido, a elaboração de um programa de compliance eficaz garante que as práticas de integridade corporativa sejam cumpridas, desde que o programa seja personalizado e adequado ao seu modelo de negócio, ao porte da empresa, ao setor de atuação e ao grau de exposição a riscos.
Outro fator importante a se destacar é que, ao contrário do que se acredita, os programas de compliance não exclusivos à grandes corporações, sendo destinados à todas as empresas expostas a riscos silenciosos que, quando se concretizam, geram impactos financeiros e reputacionais relevantes. Logo, a lógica é simples: antecipar os riscos antes que eles se transformem em passivos.
Uma atuação jurídica estratégica em compliance e integridade corporativa pode implementar importantes medidas como:
- Mapeamento e gestão de riscos;
- Criação de códigos de conduta e políticas internas;
- Estruturação de canais de denúncia;
- Elaboração de programas de prevenção a fraudes e ilícitos;
- Adequação à LGPD e proteção de dados;
- Revisão de contratos empresariais e trabalhistas;
- Treinamento de colaboradores e lideranças.
Empresas que investem em integridade não apenas evitam problemas – elas constroem vantagem competitiva. Conte com a Kistenmacher Advogados para atuação estratégica na estruturação do seu negócio, com foco na prevenção de riscos e no fortalecimento da governança empresarial. Se a sua empresa busca crescimento com segurança jurídica, este é o momento de agir.
Marina Gonçalves de Oliveira



